Estudos de SEO e estratégias de popularização estão apenas começando a criar forma e tornando-se cada vez mais próximos a uma metodologia um pouco madura. Ainda temos dificuldades de entendimento sobre o que é um mito e o que pode ser interessante para uma estratégia de acompanhamento de um site com o objetivo de “otimizá-lo” ou, no sentido nu do contexto destes estudos, torná-lo suficientemente satisfatório com relação à qualidade de conteúdo a ponto de conquistar a confiança dos usuários e assim merecer um melhor posicionamento nos resultados de busca.
Para tanto e até os dias de hoje, trabalha-se o que podemos chamar de “pilares” do trabalho de otimização:

Estrutura
A parte que está mais próxima à tecnologia envolvida, dá-se importância para a qualidade do código HTML, semântica, coerência na utilização de imagens, flash, outras áreas que necessitam de conteúdo alternativo para atender a requisitos de acessibilidade no que diz respeito ao código-fonte e também com relação ao desempenho do site, como velocidade de download e comportamento idêntico em diferentes plataformas de acesso.
“O conteúdo é rei”. Apesar de que eu prefiro (ou preciso) dizer que se for tratado desta maneira, o usuário é a rainha, mas para não deixar de lado este jargão que demonstra de forma coerente a necessidade de preocupação com o conteúdo e sabendo que para isso acontecer é necessário conhecer o usuário, conseqüentemente ou necessariamente daremos à rainha sua devida importância. Neste caso, a preocupação não é só com a qualidade do “texto publicitário”, mas sim com a qualidade do conteúdo.
Para o entendimento deste, devemos mentalizar a diferença entre desenvolver um texto e um conteúdo e o profissional responsável por esta façanha deve se preocupar não só com a obrigatória correta utilização da gramática e senso de publicidade mas também identificar a necessidade e sugerir contexto de imagens, ícones, infográficos ou outros elementos necessários para a transmissão da mensagem desejada. Sabemos da dificuldade atualmente para a construção do job description deste profissional mas acredito que esta rotulação formal renderia uma discussão do tamanho de pelo menos um artigo.
Quando falo em qualidade de links, não posso me referir apenas à correta inserção de links em itens de menu, banners e afins. Estes são acessos obrigatórios e óbvios na estrutura de qualquer interface e subentendo neste momento que já houve um estudo de arquitetura da informação e taxonomia para que eles estejam dispostos da maneira que estão. Porém além de mapa do site e loteamento de pixels, a arquitetura da informação também tem um papel importantíssimo relacionado ao conteúdo que será disponibilizado para o usuário, como mencionei no parágrafo sobre conteúdo. Dentro deste estudo deve-se pensar em como estruturaremos o conteúdo para além de textos, imagens e correta hierarquia das informações, direcionarmos elementos-chave que possivelmente apareçam em um determinado conteúdo para uma outra página que trate apenas do assunto em questão.
Um exemplo simples são os links que aparecem nos textos da Wikipédia. Procuramos pela descrição de uma banda e quando citado o nome do vocalista, vemos o mesmo em azul e sublinhado, indicando que existe uma página dedicada à biografia do sujeito.
Pensando em um artigo relacionando SEO com a divulgação de redes sociais facilmente identifico que obviamente as redes sociais desempenham um papel consideravelmente importante em uma estratégia de popularização do site, que acredito estar mais relacionada com SEM e planejamento.
Porém esta interferência causa um certo abalo no que entendemos como principais elementos de SEO conforme citei acima, apesar de não existir uma receita de bolo para o entendimento de qualquer estudo relacionado a web, ainda assim a inegável importância das redes sociais causa um impacto nestes pilares tornando necessário a inserção de uma “preocupação” com um possível novo pilar, o Social Search.
Chamo desta maneira desde que ouvi o termo em uma palestra de redes sociais que participei na Jump Education que basicamente apresentava a “evolução” das redes de busca da seguinte maneira:
- Search 1.0: Meta tags
- Search 2.0: Links
- Search 3.0: Universal Search ( fotos, videos, notícias, podcasts)
- Search 4.0: Social Search
Este ultimo diz respeito, no sentido profissional do entendimento e não do contexto de uso, à postura ideal que a empresa ou profissional deve adotar mediante cada rede social desejada. Isso envolve estratégia e planejamento para em um primeiro momento criar-se a necessidade de estar presente em uma determinada rede social. Por exemplo, para que minha empresa “exista” no slide share, preciso verificar se há alguma apresentação interessante utilizada em uma palestra, treinamento ou apresentação de cases e que possua um conteúdo útil e de fácil entendimento (e não aqueles slides que só quem estava presente na palestra entenderia).
Precisamos analisar cada rede social e identificar o que pode ser entendido como objetivo do negócio tido como “habitar esta rede”. Não adianta termos uma conta do twitter só para existirmos lá e nunca interagir ou criar um perfil no facebook e se tornar um perfil “anti-social” por não responder a ninguém e não participar das sub-redes ou grupos criados. Da mesma forma que na versão “universal search” tínhamos o perigoso “Google bombing” nos assuntando quando usuários divulgavam problemas com a empresa, precisamos tomar cuidado para não criarmos perfis sociais “chatos” ou “anti-sociais” que acabam interferindo na confiança que nossos queridos usuários tem sobre a empresa e conseqüentemente (ou tragicamente) perdermos o “merecimento” de uma boa posição nos resultados de busca.
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